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Estados do Sul e do Sudeste estão no Top 5 do Índice FIEC de Inovação

Levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará contou com apoio da ABDI para sua realização

UCM | 01/10/2021

São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná são os Top 5 da terceira edição do Índice Fiec de Inovação dos Estados 2021. O levantamento foi realizado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), que contou com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Confira a íntegra da pesquisa

O estudo mostra o ranking de inovação em que estão os estados do país, para oferecer informação para o desenvolvimento de políticas públicas que fomentem um ecossistema inovador no Brasil.

De periodicidade anual, o índice mede aspectos variados do processo de inovação das 27 unidades federativas e das cinco regiões do país. É calculado por meio de duas dimensões – Capacidades e Resultados – que avaliam o ambiente inovador e medições da inovação em si. 

As regiões Sudeste e Sul lideram o ranking nas duas dimensões. Na dimensão específica de Capacidade, os primeiros colocados são: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Na dimensão de Resultados a ordem é São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Já aqueles com as piores colocações, no índice geral, são Tocantins (27º), Alagoas (26º), Amapá (25º), Piauí (24º) e Acre (23º).

Das dez primeiras posições do ranking geral de 2021, sete são preenchidas por estados do Sudeste e do Sul. As únicas unidades da federação que aparecem e que estão fora dessas regiões são Distrito Federal, na sétima colocação, Amazonas, na oitava, e Pernambuco, na 10ª.

Considerando os indicadores, São Paulo é o 1º colocado em sete dos 12 pesquisados: Investimento Público em C&T, Capital Humano - Graduação, Capital Humano - Pós-Graduação, Instituições, Competitividade Global, Propriedade Intelectual e Produção Científica. Rio de Janeiro é o melhor em Inserção de Mestres e Doutores, Distrito Federal ocupa a 1ª posição em Infraestrutura, Rio Grande do Sul é o mais bem colocado em Cooperação, Amazonas tem a melhor posição em Intensidade Tecnológica e Santa Catarina é melhor em Empreendedorismo.

Os catarinenses, aliás, conseguiram subir da terceira para a segunda posição no ranking geral devido, especialmente, ao desempenho desse indicador de empreendedorismo. Nessa lista, Santa Catarina pulou do terceiro para o primeiro lugar de 2020 para 2021. O indicador de empreendedorismo leva em conta a quantidade total de startups e a população total em cada estado.

São Paulo (1º), Rio de Janeiro (2º) e Paraná (3º) são os três primeiros colocados em Investimento Público em C&T. Por outro lado, os estados com pior desempenho são Roraima (27º), Rio Grande do Norte (26º) e Tocantins (25º). Santa Catarina é responsável pelo melhor acesso per capita à banda larga, enquanto Roraima tem a melhor velocidade média. Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro têm 100% de cobertura municipal com fibra ótica.

Competitividade global - O 1º lugar no ranking é São Paulo, que apresenta tanto uma maior participação das exportações de alta e média-alta tecnologia quanto uma maior diversidade da intensidade tecnológica do conteúdo exportado. Em 2º e 3º lugar estão Amazonas e Pernambuco, respectivamente. Os estados que apresentam menor resultado nesse indicador são Pará (27º), Rondônia (26º) e Amapá (25º). 

Já o estado com melhor performance em intensidade tecnológica é o Amazonas, seguido por São Paulo e Santa Catariana. A colocação do estado amazonense é devido à Zona Franca de Manaus, onde há várias empresas de setores de alta e média-alta tecnologia. Ao contrário do ótimo resultado do Amazonas, outros três estados do Norte ocupam as últimas posições, como Roraima (27º), Amapá (26º) e Acre (25º).

A unidade federativa que teve a melhor performance em produção científica foi São Paulo, seguido de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já quanto à qualidade, os estados que tiveram maior impacto foram Santa Catarina, Paraíba e Ceará. Os piores resultados foram em Roraima (27º), Rondônia (26º) e Acre (25º). Onze estados apresentaram valor zero no índice de impacto científico, mostrando que apenas um grupo seleto de universidades figuram entre as mais expressivas em termos de qualidade da pesquisa em áreas tecnológicas.